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sábado, 20 de novembro de 2010

15 RAZOES PORQUE NAO POSSO SER TESTEMUNHA DE JEOVÁ

Os ensinamentos claros e cristalinos da Palavra de Deus não dão lugar a que se abrace as doutrinas dos Testemunhas de Jeová após um estudo bíblico completo. Os ensinamentos básicos dessa seita estão em conflito com as Escrituras. Quinze dos seus erros doutrinários excepcionais foram abaixo relacionados e constituem razões sólidas para que ninguém se filie aos Testemunhas se quiser continuar apegado a verdade divina.

1. OS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ NEGAM A DIVINDADE ABSOLUTA E SINGULAR DE JESUS CRISTO. As Escrituras demonstram que o Senhor Jesus Cristo é Jeová.

Isaías 41:4, 44:6, e 48:12 declaram que o atributo de ser o "primeiro e último" pertence a Jeová somente. Apocalipse 1:7-8,11,17 e 22:13-14 apresentam Jesus Cristo com exatamente esse mesmo atributo, fazendo dEle, portanto, Jesus Cristo, o Jeová dessas passagens, e de todo o Velho Testamento.

Isaías 45:22-25 fala de uma adoração universal, que um dia toda a humanidade prestará a Jeová. Filipenses 2:9-11 aplica esta passagem de Isaías a Jesus Cristo.

Isaías 44:22-23 apresenta Jeová como Redentor. Efésios 1:7 estabelece Jesus Cristo como esse Redentor.

Em Isaías 45:24 e 54:17 Jeová é a nossa justiça. Em 1 Coríntios 1:30 Jesus Cristo é a nossa justiça.

Isaías 43:11 reserva a Jeová somente a obra da salvação do homem: "Fora de mim não há Salvador." Tito 2:13 ensina que Jesus Cristo é o Salvador, estabelecendo-O, portanto, como o Jeová de Isaías, capítulo 43.

O estudante honesto das Escrituras há de ler, estudar e comparar os versículos acima apresentados.

2. OS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ ENSINAM QUE JESUS CRISTO É UM SER CRIADO - SIMPLESMENTE UM OUTRO DEUS.

Este erro doutrinário foi criado pelos Testemunhas de Jeová através de sua estúria Tradução "Novo Mundo". que apresenta João 1:1 da seguinte maneira: "E o verbo era um deus". Isaías nega este erro enfaticamente em 43:10, 44:6 e 45:5,12, e prova que sua tradução de João 1:1 é ilegítima. Quatro vezes Jeová declara a impossibilidade de haver "um outro deus" ou "um deus" além dEle mesmo. Qualquer estudante honesto das Escrituras deve reconhecer a exclusividade única de Jeová.

3. OS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ NEGAM A PERSONALIDADE E DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO.

Das muitas referências bíblicas que demonstram que isto não é verdade, João 16:13-14 é a principal. Oito vezes o Senhor Jesus se refere ao Espírito Santo usando o pronome pessoal masculino "ELE". A palavra grega "ESPÍRITO" é neutra mas o pronome empregado não é neutro mas masculino. Cristo estava teologicamente certo nisto, reconhecendo a personalidade do Espírito. Se o Espírito Santo não fosse uma pessoa, o pronome neutro é que seria usado e a gramática da passagem ficaria intacta. Jesus Cristo, o Filho de Deus, JAMAIS COMETEU UM ERRO.

Até a própria tradução "Novo Mundo" dos Testemunhas reconhece a personalidade do Espírito na tradução desses dois versículos. A divindade do Espírito Santo está claramente demonstrada nas referências abaixo que o estudante honesto deve estudar com todo o cuidado: Atos 5:3-4, 1 Coríntios 3:16, 2 Coríntios 13:14. Em 1 Coríntios 12:4-6 o Espírito Santo é chamado de Senhor, v. 5, e Deus, v. 6. Ao colocar Isaías 6:8-10 junto a Atos 28:25-27, toma-se evidente que o Deus de Isaías 6 é o Espírito Santo.

4. OS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ NEGAM A DOUTRINA BÍBLICA DA TRINDADE.

Embora a verdade da Trindade seja considerada divertida pelos Testemunhas, ela não obstante constitui parte da revelação de Deus. O estudante da Bíblia descobre que há uma Pessoa nas Escrituras, conhecida como Pai, que é Deus, Efésios 1:2. Há uma outra Pessoa nas Escrituras, chamada de Filho, Jesus Cristo, e que é Deus, Tito 2:13. Há ainda uma outra Pessoa chamada de Espírito Santo, que é Deus também, Atos 5:3-4. A palavra grega theos, "Deus". foi usada em relação a todas essas três Pessoas, concedendo assim a mesma divindade a cada uma delas. O estudante cuidadoso também nota o fato da Trindade em, Isaías 48:17, 28:19, 2 Coríntios 13:14. A conclusão é simplesmente que há um só Deus manifesto nas três Pessoas conhecidas como Pai, Filho e Espírito Santo e, considerando que cada uma dessas Pessoas é Deus, elas são iguais.

5. OS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ NEGAM A RESSURREIÇÀO FÍSICA E CORPORAL DE JESUS CRISTO.

A sua falsa doutrina declara: "O homem Jesus está morto, só o Seu espírito ressuscitou." O testemunho de Jesus Cristo é completamente diferente, Lucas 24:36-45. Mesmo um exame superficial do v. 39 desfaz qualquer dúvida referente à ressurreição corpórea. Tomé encontrou-se com o Cristo fisicamente ressuscitado, João 20:24-29, como também os outros discípulos que comeram peixe com Ele, João 21:12-14. Paulo testifica a ressurreição física de Jesus Cristo em 1 Coríntios 15:3-19. Os guardas junto à sepultura. os principais dos sacerdotes e o Sinédrio jamais teriam ficados, em Mateus 28:11,15, se "apenas o Seu espírito ressuscitasse".

6. OS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ NEGAM A VOLTA FÍSICA E VISÍVEL DE JESUS CRISTO.

Eles dizem: "Não devemos esperar que Ele torne a voltar como um ser humano". A volta fica mais adequadamente traduzida por presença e se refere à presença invisível do Senhor. Contrastando com isso, o estudante da Bíblia descobre que a verdade é que JESUS CRISTO VAI VOLTAR novamente, física e literalmente. Em Apocalipse 1:7, "todo o olho o verá". Em 1 Tessalonicenses 4:16-17, "o Senhor mesmo...descerá dos céus" E em Atos 1:10-11, "assim virá do modo como o vistes subir". O testemunho dessas passagens é irrefutável.

7. OS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ NEGAM A PRESENÇA DO CRENTE COM CRISTO APÓS A MORTE.

De acordo com 2 Coríntios 5:8, Filipenses 1:21-24 e Lucas 16:20-22, o crente, imediatamente após a morte, passa para a presença de Cristo. O corpo fica no solo, João 11:11-14, aguardando a ressurreição, 1 Coríntios 15:20-23, enquanto a alma e o espírito, agora separados do corpo, Tiago 2:16, entram no céu.

8. OS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ REPROVAM A ESPERANÇA QUE O CRENTE TEM DE IR PARA O CÉU.

João 14:1-3, Filipenses 3:20-21, 1 Pedro 1:3-5 e Apocalipse 3:12 são apenas algumas das muitas passagens bíblicas que falam da "esperança viva" de estar com Cristo para sempre.

9. OS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ NEGAM A REALIDADE E ETERNIDADE DO CASTIGO FUTURO.

As Escrituras falam da realidade do inferno. O Senhor Jesus Cristo falou mais do inferno do que do céu e nos informou que o inferno é uma fornalha de fogo, Mateus 13:49-50, um lugar preparado para Satanás e os seus emissários, Mateus 25:41, de fogo que não se extingue, Marcos 9:42-48. Além disso, Ele insistiu no fato do inferno ser eterno. A palavra grega aionios, que traduz "aquilo que não tem fim". e que foi usada para descrever a vida eterna mencionada em João 3:16, e a eternidade de Deus em Romanos 16:26, foi deliberadamente usada por Cristo para descrever a duração do inferno, Mateus 18:8, e por João, em Apocalipse 14:11. Aionios não tem um significado duplo. Se ela quer dizer que Deus é eterno e a vida que o crente recebe é eterna, então deve significar que o inferno também é eterno.

10. OS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ NEGAM A SALVAÇÃO PERFEITA DA CRUZ DE CRISTO.

Sem qualquer justificativa bíblica, os Testemunhas ensinam que o Milênio, os mil anos do reino de Cristo na terra, proporcionará a toda a humanidade, desde Adão em adiante, que ressuscitará, uma oportunidade, sob condições favoráveis, de receber a salvação eterna. Onde encontrar um único versículo bíblico que apoie tal coisa? O Senhor Jesus Cristo comprou nossa salvação na Cruz, Romanos 3:21-26, e resta ao homem crer e ser salvo, Efésios 2:8-9 e Atos 16:30-31. A salvação é totalmente a parte de qualquer esforço humano, Romanos 3:27-28.

11. OS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ NEGAM O PATRIOTISMO E A CONTINÊNCIA À BANDEIRA.

As Escrituras ordenam aos crentes a serem cidadãos leais. O estudante cuidadoso verá isto em Romanos 13:1-7, 1 Pedro 2:13-15 e Mateus 22:21.

12. OS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ ESTÃO CONFUSOS QUANTO AOS 144.000.

Através de boas obras e esforço sincero um Testemunha de Jeová tem esperança de se tornar um membro do grupo dos 144.000. Nos dois capítulos em que foram mencionados os 144.000, Apocalipse 7 e 14, o estudante das Escrituras nota que os 144.000 são, realmente; Judeus das tribos, sem gentios entre eles, 7:4-8, são todos homens, 14:4, servirão durante a Grande Tribulação, 14:6-13, e não receberão a sua posição mediante obras mas serão designados por Deus, 7:3. Por mais que se force a imaginação. nenhuma interpretação bíblica aceitável pode garantir a essa seita gentia posição entre os 144.000.

13. OS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ USAM UMA TRADUÇÃO DETURPADA DA BÍBLIA.

A Tradução "Novo Mundo" das Escrituras Gregas Cristãs é uma tradução desajeitada do Novo Testamento, que não tem nenhuma reputação entre os mestres do grego. A tradução foi alterada para se encaixar na heresia. Por exemplo. a palavra allos. "outro". não aparece no texto grego de Colossenses 1:16-17, mas foi inserida quatro vezes em sua tradução para que Cristo apareça ser parte da criação e, desse modo, se encaixe em sua doutrina que afirma ser Ele um filho criado, um outro deus. "?.porque por meio dEle todas as coisas foram criadas". Esta e dezenas de outras passagens tornam a tradução "Novo Mundo" em uma caricatura da Palavra de Deus.

14. OS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ TEM UM SISTEMA DOUTRINÁRIO QUE SE BASEIA NAS INTERPRETAÇÕES DE CHARLES TAZE RUSSEL.

Em 1874. um camiseiro do Brooklyn, chamado Charles Taze Russel, anunciou que era dono da verdade. Em suas muitas obras Russel "não deixou quase nenhuma grande verdade ou doutrina fundamental não tocada com suas conclusões heréticas e injustificadas". Dr. Win. E. Biederwolf. Conforme um cuidadoso estudo pode revelar, as obras de Russel servem de base fundamental para a estrutura dos Testemunhas de Jeová. Atualmente os Testemunhas de Jeová estão seguindo as conclusões falidas de um patife que se divorciou de sua esposa, teve problemas com os tribunais e que enganou seus seguidores vendendo-lhes "trigo milagroso" a preço exorbitante, o qual ele proclamava que produzia 15 vezes mais do que o trigo comum.

15. 0S TESTEMUNHAS DE JEOVÁ NEGLIGENCIAM A VASTA ÁREA DE VERDADES BÍBLICAS.

Uma análise cuidadosa dos diversos livros, panfletos, e revistas editados pela Torre de Vigia revela que apenas uma pequena porcentagem Bíblica foi por eles usada. Eles não citam mais de 7% das Escrituras, deixando o restante da Palavra de Deus não mencionada.



Autor: Robert Mignard
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

quinta-feira, 29 de julho de 2010

CONTRIBUIÇÕES PARA A EDUCAÇÃO A PARTIR DA REFORMA


A Reforma Protestante situa-se na passagem da Idade Média para a Idade Moderna, o movimento resulta em novas possibilidades, tensões, e contradições da época. Podemos dizer que as grandes mudanças que houveram a partir dessa época foram: a invenção da imprensa, as viagens de comércio e conquista, o processo de modernização, o desenvolvimento científico, às rápidas mudanças sociais, e ainda, o pluralismo cultural e religioso que está tão presente em nosso tempo.


1. As contribuições de Lutero


A educação na Reforma teve um caráter popular, os reformadores se preocupavam com a educação do povo, e para os reformadores a educação tinha um lugar de primazia. Lutero por exemplo valorizava muito a educação, porém interpretava o mundo em que vivia com uma linguagem do seu próprio tempo. Ele vê a ignorância de seu povo e a interpreta como vontade do diabo.

“Ele “o príncipe e deus deste mundo” se agrada com a negligência dos pais com a educação dos filhos, bem como o prejuízo que os mosteiros causam à juventude com uma educação que reforça o cativeiro em que, segundo ele, se encontra a igreja[1]”.

Lutero além de entender que há o dever dos pais em educar os filhos, ele também entendia que esse dever é das autoridades quando diz:

“O progresso da cidade não depende apenas do ajuntamento de grandes tesouros, da construção de grandes muros, de casas bonitas, de muitos canhões e da construção de muitas armas. Inclusive, onde há muitas coisas desse tipo e aparecem alguns loucos, o prejuízo é tanto pior e maior para aquela cidade. Muito antes, o melhor e mais rico progresso para uma cidade é quando ela tem muitas pessoas instruídas, muitos cidadãos sensatos, honestos e bem educados” [2].

Para Lutero havia alguns motivos que deveriam levar as autoridades a construírem escolas. O primeiro era que a construção de escolas seria algo insuportável ao reino do mal, pois Lutero acreditava que a aprendizagem da palavra de Deus desarma as redes e as armadilhas do diabo para prender o povo, pois para ele as armadilhas do diabo para prender o povo na ignorância era o primeiro motivo.

O segundo motivo é chamado de kairós, de tempo bem-aventurado que Lutero reconhece: Poi, dizia que o todo poderoso Deus havia visitado misericordiosamente, instituindo um verdadeiro ano jubileu, Lutero valoriza aquele momento, como um momento novo que não podia ser desperdiçado, pois seria como receber a graça de Deus em vão .
O terceiro motivo para que sejam criadas novas escolas era o próprio mandamento de Deus que exige que os pais ensinem seus filhos, como já dissemos antes, pois para Lutero o principal motivo de vida das pessoas mais velhas seria ensinar os mais novos. Ele acreditava que o maior pecado que se podia cometer era não ensinar as crianças.

"Na verdade é pecado e vergonha, temos que encorajar e ser encorajados a educar nossos filhos e a juventude e buscarmos o melhor para eles. A própria natureza deveria nos convencer disso. Também o exemplo dos pagãos nos deveria encorajar em vários sentidos. Não existe animal irracional que não cuide de seus filhotes e não lhe ensine aquilo que é bom para eles. De que adiantaria se tivéssemos e fossemos todos santos mas deixássemos de fazer aquilo que é a razão principal de nossa existência: a educação da juventude? Em minha opinião, nenhum pecado exterior pesa tanto sobre o mundo perante Deus, nenhum pecado merece castigo maior do que aquele que cometemos contra as crianças, quando não a educamos[3]”.

Apesar disso Lutero entende que a responsabilidade maior é das autoridades, que não pode se restringir em apenas criar escolas, mas para Lutero a responsabilidade das autoridades era em criar também bibliotecas em todos os lugares, pois de nada adiantaria saber ler se não houvesse livros disponíveis[4].

A época em que Lutero vivia era considerada o inicio do capitalismo mercantilista. Para ele o momento é uma nova oportunidade para investir na educação, era algo primordial, pois garantiria o futuro de uma sociedade, se houvesse escolas, haveriam também médicos, pastores, professores, juristas, e outros profissionais necessários na sociedade.
Portanto, vemos como Lutero acreditava na educação e como a Reforma serviu de grandes benefícios para a educação, mas, além disso, Lutero se preocupou também com a educação cristã da igreja, levando a Bíblia para as mãos do povo em sua época.

A tradução da Bíblia para o alemão foi um grande salto da reforma, pois até então só havia traduções feitas a partir de outras traduções como a da Vulgata, feita em grande parte por Jerônimo no século quarto da nossa era, porém a tradução de Lutero tem duas grandes diferenças: A primeira é que Lutero se baseia nas línguas originais, ou seja, o Novo Testamento em grego, e o Antigo Testamento em hebraico. A segunda diferença é que Lutero se preocupa com povo, ao contrário das traduções anteriores, que eram traduções com um estilo rude e quase incompreensível a cada um, a tradução de Lutero é uma tradução hábil, em conformidade com as leis da gramática e do estilo da língua alemã, ou seja, ele queria dar ao povo uma Bíblia que eles pudessem manuseá-la e que fosse compreensível a todos.


Podemos dizer então que Lutero deu a Bíblia para o povo, apesar de não ser todas as pessoas que podiam ter uma, pois eram caras, os livros eram todos caros na época, mesmo assim a Bíblia na tradução de Lutero foi lida por muitos, devido as tipografias que haviam na época que imprimiam a tradução sem ter a licença do tradutor. Foram 5 mil exemplares do Novo Testamento publicado em setembro de 1522, vendidos em três meses, de modo que já em dezembro publicou uma nova tradução. E o mesmo se deu com a Bíblia inteira cuja as edições se esgotavam.

Todo esse movimento que a reforma proporcionou nessa época, fez com que os Estados alemães dessem mais atenção a educação. O sistema educacional, implantado a partir da segunda metade do século XVI previa a instalação de escolas elementares vernáculas em todas as aldeias, com ensino de leitura, escrita, religião e música sacra.

2. As contribuições de Calvino
Assim como Lutero na Alemanha, Calvino em Genebra também foi um reformador que teve grande preocupação com a educação, se preocupou com a catequização das crianças, que para ele as crianças deveriam entender a Palavra de Deus.

Em Genebra em 1541 Calvino se empenhou no fortalecimento das escolas já existentes, e na construção de uma faculdade com intenção de preparar jovens tanto para o ministério como também para o governo civil. Porém uma das prioridades de Calvino era a catequização de jovens. “Creia-me, meu senhor, ele escrevendo a Somerset, “a Igreja de Deus nunca irá preservar-se sem uma prática de catequização”. “O verdadeiro Cristianismo” deve ser ensinado numa certa forma escrita”. Como resultado dessa sua convicção, Calvino escreve seu primeiro catecismo para Genebra em 1545 [5].

Na faculdade que Calvino sonhava, e lutou para construir, ensinava-se Teologia, Hebraico, Grego, Poesia, Dialética e Retórica, Física e Matemática. E sua abertura, a Academia tinha seiscentos alunos, depois o numero aumentou para novecentos, os alunos vinham de toda Europa para estudar.

Para Calvino o estudo das Humanidades tinha tanto o poder de preparar ministros, como enriquecer a vida de Genebra como uma cidade e, assim promover o governo civil.

3. Escola dominical, uma contribuição para a educação religiosa, pós-Reforma.

A educação passou a ter um grande valor na vida de muitos protestantes, em todo o mundo. Um grande exemplo disso é a vida de um homem que se compadeceu das crianças de sua cidade, crianças que ficavam praticamente abandonadas nas ruas de Gloucester, cidade localizada no sul da Inglaterra. O jornalista episcopal Robert Raikes não conseguiu ficar alheio a esses problemas, pois crianças e jovens perambulavam pelas ruas de Gloucester, viciando-se e roubando. Raikers saiu então a convidar esses jovens, e crianças a se reunir todos os domingos para aprender a palavra de Deus, além do ensino religioso, Raikes ensinava também várias matérias seculares como: Matemática, história, e a língua inglesa. Porém não demorou muito para chegar os problemas, a oposição o acusaram de estar quebrando o domingo (O Dia do Senhor), porém Raikes não se intimidou, mas continuou seu trabalho, que havia começado em 1780, e três anos mais tarde, Raikes começou a divulgar os resultados de seu trabalho. No dia 3 de novembro de 1783, Raikes publica em seu jornal, aquilo que Deus havia feito na vida daqueles jovens de Gloscester através de seu trabalho. E até hoje, esse dia é reconhecido como o dia da fundação da escola dominical.

4. O Presbiterianismo, e suas contribuições na educação.

No Brasil a educação sempre fez parte dos projetos presbiterianos, no inicio havia um lema, “ao lado de cada igreja uma escola”. De acordo com os historiadores, os presbiterianos foram os que mais investiram em escolas, as chamadas: “escolas paroquiais”, acredita-se que é fato ocorria porque eles sempre ocupavam as regiões onde nenhum tipo de educação havia chego. Muitas vezes o próprio pastor com sua família também faziam o papel de professores. Essas escolas paroquiais nunca foram questionadas, porque estavam de acordo com a visão missionária, razão porque o protestantismo não cresce em grupos de escolaridade baixa, pelo menos o conhecimento bíblico era essencial[6].

A educação era tão valorizada entre os presbiterianos que o pastor, quando ia batizar uma criança perguntava aos pais: “Vocês prometem dar-lhe educação quando puderem, e fazer com que aprenda a ler as Escrituras Sagradas?” A resposta era: “prometemos”[7]. (Manual do Culto da IPI do Brasil)

Os presbiterianos prestaram um grande serviço para Reino de Deus, e para o Brasil, pois a rede pública naquela época não tinha condições de dar auxilio escolar nos lugares mais afastados. Dessa forma nós podemos perceber o quanto à igreja presbiteriana colaborou para a educação em nosso país. Até hoje temos escolas e faculdades presbiterianas como um dos resultados do trabalho prestados pelos primeiros presbiterianos que vieram para o Brasil.

CONCLUSÃO

Podemos perceber que as grandes contribuições que Reforma proporcionou para o desenvolvimento da educação, vimos o valor da educação na vida de homens como Lutero, Calvino, Raikes, e outros, que deram a suas vidas em prol do ensino na igreja e na sociedade.
Através das vidas desses homens somos desfiados a se movimentar diante de tão grande descaso com a educação que está tão presente em nossos dias, não só nas igrejas, mais também nas escolas públicas em todo o país. O que podemos fazer como igreja?

Essa reflexão será de extrema importância para que possamos, assim como esses homens que no passado que lutaram pela educação, possamos também lutar e dar nossa contribuição para que a educação em nosso país possa ser melhor.

[1] Danilo R. STRECK, Estudos da Religião, p. 34.
[2] Martim LUTERO, Lutero para hoje (Educação e Reforma) p. 19.
[3] Martim LUTERO, Lutero para hoje (Educação e Reforma) p. 16.
[4] Danilo R. STRECK, Estudos da Religião, p. 35.
[5] Ronald WALLACE, Caloino, Genebra e a Reforma, p. 87.
[6] Estandarte, Comemoração do Centenário da I.P.I do Brasil, p. 26-27.
[7] Estandarte, Comemoração do Centenário da I.P.I do Brasil, p. 26-27.