quinta-feira, 9 de setembro de 2010

UMA RESPONSABILIDADE DA IGREJA


Lendo as escrituras sagradas, percebi que a prática da exortação mútua é a vontade de Deus para a sua igreja. Deus quer que, por meio da exortação mútua, ajudemos uns aos outros na aplicação diária das Escrituras em nossas vidas. Sendo, portanto, uma responsabilidade de todo crente.

Nós vivemos a era dos especialistas. E esta mentalidade tem moldado a igreja. Via de regra, entende-se que as práticas da exortação, da admoestação, do encorajamento, da correção ou do consolo sejam tarefas dos “especialistas”. Achamos que estas são tarefas de um ministério ordenado. Somente os pastores e, quando muito, os presbíteros é quem são os responsáveis por estas tarefas. Todavia, em Hebreus 3:13, Romanos 15:14, I Tessalonicenses 5.11; Gálatas 6.1,2 e Colossenses 3.16, nos ensinam que a exortação é tarefa de todos os crentes.

Em Hebreus 3:13, é dito: “exortai-vos mutuamente cada dia...” A idéia é que cada crente exorte, admoeste, encoraje, corrija um ao outro. Salientemos ainda que se trate de algo a ser feito a “cada dia”. Que a exortação mútua seja um estilo de vida da comunidade cristã, muito além de um programa ou um ministério organizado da igreja local.

Qual é o papel do ministério ordenado nesta questão? Paulo nos ajuda a responder. Vejamos o que Ele diz em Efésios 4.11 – 13: “E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguem à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo”.

O apóstolo Paulo está dizendo que o papel dos pastores e mestres na igreja é o de preparar os crentes, a fim de que cada um desempenhe o ministério para a edificação do corpo de Cristo, que é a igreja. Nesse sentido, a afirmação de Paulo é que a edificação da igreja se dá por meio do ministério de cada cristão, equipado e treinado pelo ministério ordenado (pastor). A prática da exortação mútua é, portanto, parte deste ministério de cada crente. Sendo assim, a responsabilidade de exortação mútua recai sobre todos os membros da comunidade e não apenas sobre o ministério ordenado.

Se tal prática acontece, a igreja se torna madura e muitos dos problemas que são gerados no meio da comunidade, sequer chegam ao conhecimento da liderança, pois são resolvidos antecipadamente e sabiamente por esses membros maduros na fé.

Precisamos nos lembrar ainda que a prática da exortação mútua deve ser feita sempre no amor cristão e no espírito de brandura (Gl 6:1), nunca deve ser retribuído mal por mal (1 Te 5:15). Portanto, a exortação não é uma tarefa somente para especialistas (pastores, teólogos etc...), mas por todos os crentes que amam a Deus e ao seu próximo.
Deus nos abençoe!


Rev. Marcio Oliari

LIBERDADE

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

DESAFIOS DE DEUS PARA A IGREJA CONTEMPORÂNEA


A igreja de hoje tem vivido tão apegada a esse mundo como nunca antes, com a expansão da teologia da prosperidade, (teologia que afirma que a prosperidade financeira é o maior sinal da graça de Deus e que toda dificuldade financeira é sinal da presença do mal e da ausência de Deus) pregada e ensinada pelas igrejas Neo Pentecostais, tem favorecido para que essa realidade se torne cada vez mais contundente. O pior é que esse tipo de ensino tem encontrado lugar dentro de muitas igrejas históricas, igrejas que sempre levaram a sério as escrituras. E com isso, a igreja de Cristo tem se afastado da vontade de Deus e deixado com que o espírito desse mundo a influencie.

Nesse sentido, como igreja brasileira, precisamos voltar para as escrituras e encontrar nela a direção certa para nossa caminhada. Em João 4:31-38 temos um diálogo entre Jesus e os seus discípulos, nele Jesus dá algumas pistas para refletirmos sobre a caminhada da igreja. Enquanto os discípulos estavam preocupados com “o comer”, ou seja, com a alimentação, Jesus ensina-lhes que a maior necessidade Dele era fazer a vontade do Pai! “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra”. Ensina-lhes também que Ele era totalmente submisso ao Pai e que Sua vontade deveria prevalecer. Refletindo sobre isso, percebemos que a igreja de hoje tem buscado muito mais seus próprios interesses do que os de Deus, Jesus disse em MT 6.33 que devemos buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua vontade, mas parece que temos buscado em primeiro lugar a nossa vontade. A teologia da prosperidade,ao contrário do que muitos pensam, tem afastado as pessoas de Deus e do seu reino, pois o que prevalece nela é a vontade do homem e não a de Deus!

Vemos também naquele diálogo que Jesus ensina seus discípulos a olhar para o mundo com olhos espirituais, (“não dizeis vós que ainda há quatro meses para a ceifa? Eu, porém, vos digo: erguei os olhos e vede os campos já estão brancos para ceifa”). Enquanto os discípulos estavam preocupados com as coisas desse mundo, enxergando apenas a colheita de trigo que estava diante deles, Jesus olhava para uma colheita espiritual, Ele estava preocupado com a salvação das pessoas. A igreja de hoje precisa ter esse olhar, precisamos nos preocupar mais com a colheita espiritual e, por pior que as pessoas sejam; devemos nos preocupar com elas e crer que Deus pode salvá-las.

Jesus também deixou claro que o tempo para a colheita era imediato, urgente, “... os campos já estão brancos para ceifa”. Há uma urgência em pregar o evangelho a toda criatura, pessoas estão morrendo e indo para o inferno. Precisamos nos apressar, estamos muito preocupados conosco mesmos, buscando vitórias, ansiosos por quanto vamos ganhar, quanto vamos comprar, quanto vamos vender... E com isso, satanás está rindo de nós!

Algum tempo atrás, conversando com um missionário, ele me disse que o continente africano já foi um dos continentes que mais enviou missionários em todo o mundo, mas com a chegada da teologia da prosperidade naquele continente, já não tem surgido tantos missionários, pois o anseio das pessoas não é ganhar vidas para Cristo e sim enriquecer-se!

Que possamos nos arrepender e repudiar todo ensino que contraria a vontade de Deus e nos afasta de seu Reino!

Rev. Marcio Oliari

PR. JOHN PIPER - O EVANGELHO EM 6 MINUTOS

Jesus proibe pedir bençãos materiais (1/4)